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Passo a passo para criar uma campanha de e-mail marketing

Em meio ao gigante movimento das mídias sociais em volta de modelos como Facebook e Twitter, o velho e tradicional e-mail ganhou nos últimos tempos a carapuça de antiquado e ineficiência.

Porém, contrariando essa impressão, o e-mail vem mantendo seu espaço quando o assunto é marketing digital. Estabelecer contato com uma pessoa através de um endereço que ela mesmo lhe forneceu é uma vantagem que poucas ferramentas têm e uma dessas ferramentas é o E-mail Marketing.

Com o intuito de esclarecer os passos de uma campanha de e-mail marketing e dar à você algumas dicas como tirar o melhor dela, aqui vai um passo a passo para que sua campanha não tenha erros.

É importante adiantar o básico: Mantenha em mente que conteúdo bom não é nada sem um layout bom e que mesmo com a junção dos dois, não rola enviar sua campanha de forma amadora, mal orientada e para pessoas que não autorizaram o recebimento do seu material. Entendido isso, já é meio caminho andado.

Antes de partir por esse caminho, se faça três perguntas: Quem são as pessoas interessadas no que ofereço? Como as pessoas me autorizam a conversar com elas? E onde eu quero chegar?

Parece óbvio, mas é importante manter esse tipo de questionamento em mente. É comum encontrar campanhas que tiveram centenas de e-mails comprados. Então, interesse e abertura por parte da pessoa interessada em você são os pilares da sua campanha. Comprar endereços é o mesmo que usar o código do dinheiro infinito no The Sims. Você tem que conquistar, não trapacear.

E além disso, não adianta ter uma base de dados grande e não ter um objetivo definido. Afinal, como você que atingiu o que você quer se você não definir o que você quer.

Responda essas três perguntas e parta para o primero passo que é conhecido como segmentação de público e é comumente confundido com apenas a submissão do e-mail em algum campo no site ou formulário que seu cliente preencheu. De fato o preenchimento desses dois exemplos dados (Campo no site ou formulário) são bons métodos de conseguir endereços, mas a segmentação acontece propriamente durante o apuramento das informações que lhe foram fornecidas para que você decida e planeje, já dentro de um grupo de interesse, como você pode atingir quem é mais propenso a se deixar engajar pelo seu material.

Em pontos mais gerais, a segmentação acontece com o recebimento de e-mails (bole uma estratégia para fazer com que a pessoa lhe envie o endereço de e-mail dela como landing pages, caixa de assinatura de newsletter, formulários e etc) e a apuração das informações fornecidas (se assegure de conseguir informações como desde nome, idade, cidade até cor preferida da pessoa?—?se tiver dentro de um contexto, por que não?). Fica a dica: Não tenha medo, tenha cautela. Perguntar coisas pessoais não é um problema desde que as perguntas pertençam ao contexto do que você está propondo, as pessoas querem receber materiais com a cara delas.

Agora, você já sabe onde quer chegar e com quem você quer falar, agora você precisa definir o que vai falar, o que você vai oferecer ou mostrar. Ou seja, estamos falando de conteúdo.

Seu conteúdo precisa ser focado no cliente, essa pessoa precisa sentir que ela saiu ganhando ao receber seu e-mail. Então pense em fazer um conteúdo que seja amigável, possua uma linguagem simples e que inicie, complemente, comente ou termine uma conversa que ela mesmo já iniciou. Seja indispensável. Seja bom de papo.

Junto à isso, é indispensável que você tenha um layout bem feito e que case e/ou complemente seu conteúdo. Se você não tiver um designer na sua equipe, considere seriamente em contratar um?—?lembre-se: conteúdo bom não é nada sem um layout bom. E aqui vai mais uma dica: Em tempos de mobile, pessoas não abrem mais e-mails em apenas uma plataforma, com um tamanho de tela. Além de PC, esses e-mails são abertos em tablets, smartphones, e até smartwatches. Então, prefira por utilizar html para evitar imagens quebradas e passe longe de layouts não responsivos.

Feito tudo isso, defina seu “Call to action”. O call to action é basicamente um botão que chama seu cliente para algum link que você queira mostrar à ele. Sabe aqueles botões “Veja mais aqui”, “Compre aqui”, “Clique aqui”? Lembrou? Sim, eu sei que você já clicou em um desses.

Estamos quase no final. Antes de partimos para “Send e-mail”, é bom lembrar que mesmo com tudo isso acertado da melhor forma, você ainda pode destruir sua campanha ao utilizar métodos de envio de e-mail massivo inadequado. Existe uma série de serviços bons, pesquise motores que possam facilitar esse trabalho para você e se assegure de ler recomendações de clientes desse mesmo serviço.

Além da preocupação com o método de envio dos e-mails, se assegure de que o mesmo lhe forneça estatísticas do envio da sua campanha. Informações como plataformas onde seu e-mail é aberto, a taxa de cliques e tantas outras informações que lhe ajudem a melhorar ainda mais sua campanha e amadurecer seu workflow e trabalhos futuros.

É depois de tudo isso que mais uma leva de trabalho começa. O acompanhamento vai te responder se sua campanha está indo bem ou mal e uma checagem próxima pode lhe possibilitar tomar medidas cada vez mais eficientes e momentâneos.

O importante é persistir. O cenário do e-mail marketing é positivo e falacias como “o público tá no Facebook” é uma afirmação muito óbvia e inocente para ser levada como verdade absoluta. Chame seu cliente pelo nome, engaje, converse e se faça presente.

Não pense em crise. Crie.

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