Francisco Zanetti

Mente vs Máquina: Valendo!

Em 2007 aproximadamente, quando tive meu primeiro contato com leituras obrigatórias sobre cibercultura na época, como Pierre Levy ou André Lemos, ainda na graduação em Design Gráfico, não imaginava que 15 anos depois essa relação estivesse tão real, gerando estímulos práticos no mercado da Comunicação.

Em uma jornada temporal, consideramos que hoje estamos na Quarta Revolução Industrial, que considera a tecnologia como meio para conexão de conteúdos e dados – a tal indústria dos assets, tema dos principais festivais de inovação antes da pandemia. 

Lindo, mas o que isso significa pra mim e como isso impacta no que eu faço?

Significado? É sobre o que você deve estar por dentro, agora!

Impacto? Em tudo que você vai ver por aí nos próximos anos, ou aliás, já está vendo!

Podemos materializar a Quarta Revolução Industrial através do uso de uma série de tecnologias emergentes, puxadas pela inteligência artificial, machine learning, deep learning, robótica, internet das coisas, 5G, cloud-computing, entre outros temas, sem considerar ainda qualquer nomenclatura do novo hype (mas importante) do momento – metaverso, nft, blockchain, etc.

E quando olhamos pra isso, podemos perceber que a aceleração afetará o que fazemos no nosso dia a dia de duas formas:

Internamente, na operação das empresas:

  • Empreendedores, executivos e diretores estimulados a tomarem decisões através de dados em tempo real, auxiliando na agilidade e assertividade das escolhas. A tecnologia facilita a emersão de informações;
  • Automação dos processos de trabalho, deixando as pessoas fazerem o que elas sabem fazer melhor: serem criativas e usarem a persuasão. Tem uma atividade rotineira que você apenas inputa dados sem a necessidade de uma análise dos mesmos também? Então para tudo, você tem a chance de criar uma automação nas suas mãos!;
  • Empoderamento horizontal das estruturas, já que a democratização da informação estimula a autonomia e a responsabilidade em time distribuídos, não mais fisicamente;
  • Estímulo aos colaboradores de não atuarem apenas na sua função, como se estivessem em uma linha de produção, mas se conectando aos movimentos das estruturas e da sazonalidade. Ex.: sou um designer, mas estou aprendendo sobre motion; sou um redator, mas posso atuar como community manager.  Cada vez mais a soma de 1+1 será 3, e não mais 2, pois o conhecimento de duas pessoas conectadas, através da sinergia e multidisciplinaridade, produz ainda mais conhecimento.

No fim, estamos falando de um avanço de maturidade operacional das agências, produtoras e consultorias.

Externamente, de olho no mercado:

  • Temos oportunidades para gerar valor nos negócios dos clientes, não apenas entregando o commodity baseado em criação de peças, mas entendendo como os novos meios, as novas mídias e as novas tecnologias podem diferenciar o nosso serviço do concorrente;
  • Vamos entender que todo negócio agora já nasce digital. E que o digital não é sobre entregar uma peça para o ambiente digital, mas muito mais relacionado a forma de pensar, planejar e executar;
  • Seremos os melhores amigos dos times de compras dos clientes, focando na eficiência da produção para além da capacidade criativa. O que torna meu preço mais competitivo não é a margem financeira que aplico, mas o quão maduro esse serviço está na minha estrutura, e o quanto estou usando as ferramentas certas pra fazer mais com menos (certeza que tem gente demais nas reuniões, né? Já parou pra pensar que isso é grana que vai pelo ralo?);

E agora?

 

  • Aprenda sobre alguma ferramenta de análise de dados (PowerBI, Tableau, ou até mesmo o Excel em último caso);
  • Mantenha-se por dentro das tecnologias que afetam seu negócio, e também sobre startups ou empresas que tem sinergia com seu negócio. Entender o que os outros fazem também pode te inspirar;
  • Comece aos poucos, implantando melhorias processuais. O mais difícil não é desenhar bolinhas e caixinhas e colocar isso numa ferramenta de automação. O mais difícil é ter clareza de como as coisas funcionam, e cuidar para que seja estabelecido um processo ágil, e não burocrático (burocracia e publicidade são palavras antônimas)
  • Mantenha seus conhecimentos sobre o que está por vir na Tecnologia atualizados! Congressos, eventos, cursos, leituras em portais de conteúdo sobre inovação estimulam você a estar surfando a onda antes que a grande maioria.

Por fim, máquina e homem sempre andarão juntos, e precisaremos achar a sinergia no equilíbrio certo. Minha maior preocupação é que o brasileiro é um “fazedor” nato, e aqui estamos convertendo esse perfil para alguém que pensa, planeja e age equilibrando toda as variáveis que estão chegando por aí.

Xiiii, ferrou! Pensar, planejar e agir de maneira equilibrada não é o que vemos na publicidade atualmente, certo? Ótima reflexão! Pois então, qual é o nosso papel na indústria que vemos hoje? Baixar a cabeça e fazer tudo da mesma forma esperando resultados diferentes, ou sermos protagonistas nas mudanças que o mercado tem sede?

Até a próxima!

Francisco Zanetti

Head of Digital na Hogarth Brazil
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