Nossa, a gente passa tanto tempo na expectativa e esperando para vir pra Lisboa e chegando aqui, foram tantas palestras, tantos painéis, tanto conteúdo, o tempo passa voando! Chegamos ao último dia do Web Summit 2019 🙁

Bom, vamos fazer aquela clássica recapitulação? Se você chegou aqui agora, eu recomendo que você confira os posts anteriores sobre o evento:

Primeiro dia de Web Summit

Segundo dia de evento!

Terceiro dia de Web Summit o/

Agora sim, podemos começar a falar sobre o 4º e último dia do Web Summit. Chegamos por aqui e fomos direto pro palco PandaConf, para ver a primeira palestra do dia.

1# The marketeer making burgers king

A palestra foi com o Fernando Machado – CMO, Burger King!

“Se a sua comunicação não está funcionando, o que podemos fazer para mudar? Tente coisas engraçadas o suficiente, que funcionem.”

O Burger King é conhecido por suas estratégias simples, engraçadas e claro, que dão muito resultado. Quando o Mc Donald’s contratou o Neymar, por exemplo, o BK sabia que não havia verba suficiente para algo desse tipo, mas sempre há uma alternativa!

Assim, o BK contratou um time da quarta divisão do campeonato inglês, o Stevenage, eles estao no Fifa 2020. Assim o BK viu A oportunidade para brincar com o jogo. Com isso conseguiu montar um time onde jogadores como Messi e Cristiano Ronaldo usassem um uniforme patrocinado pelo BK. Clique aqui pra ver a matéria completa.

Em parceria com a agência We Believers, o BK criou uma campanha que mistura tecnologia, criatividade e realidade.

  • A realidade: Cidade do México possui um trânsito caótico.
  • Criatividade: entregar Whoppers em partes congestionadas.
  • Tecnologia: a ação foi divulgada através de anúncios digitais e em parcerias como com o Waze. Os pediam se feitos através de comandos de voz no app do Burger King. 

Com esse case, o BK registrou um aumento de 63% nos pedidos de entrega na primeira semana do teste, além de 44x mais downloads de aplicativos da rede de fast food, superando o Mc Donalds e Starbucks no México. Clique aqui e veja o case completo.

Lições do Fernando Machado:

  1. Você tem o poder de mudar a realidade.
  2. Se parece um anúncio, não é um bom anúncio.
  3. Sem dinheiro? Não tem problema.
  4. Se esforce e aprenda.

2# Everything you’ve always wanted to know about marketing but were afraid to ask

O que os principais especialistas em marketing esperam para 2020? Fomos descobrir no painel com essa galera:

  • Fernando Machado – CMO, Burger King;
  • Jane Wakely – Lead CMO at Mars, Mars, Incorporated;
  • Sir Martin Sorrell – Executive Chairman, S4 Capital;
  • Hadas Gold – Reporter, Media and Business, CNN

“O que vocês acham que terá mudado na indústria, sobre o que todos estaremos falando daqui a um ano?”

  • Sir Martin – Mais rápido, melhor, mais barato. É isso aí.
  • Jane Wakely – Acho que vamos falar de propósito, tem sido um grande tema para a última década, mas a diferença será.
  • Fernando Machado – Espero que estejamos falando sobre como os CMOs estão trabalhando para não apenas entregar os resultados no curto prazo, mas as pessoas são a marca. Como ajudar a empresa a ter mais diversidade de talento, sustentabilidade e todas essas coisas boas?

“O fracasso não é o oposto do sucesso. É a plataforma do sucesso.” Sir Martin

Fernando também levantou um ponto bem legal, quando questionado sobre como ele e sua equipe se atualizam, com tanta coisa acontecendo no mercado. Ele comentou que hoje é muito fácil se distrair, são muitas informações e muitos palpites que surgem o tempo todo. Não podemos perder o nosso tempo, segundo ele, com esse tipo de coisa. Devemos nos concentrar nas informações que não vão mudar, em um mês, por exemplo.

“O que as empresas precisam fazer que você acha que não estão fazendo agora para antecipar e estar prontas e flexíveis para o futuro?”

  • Fernando – “É tudo para um ano. Fica muito difícil para você começar a fazer hoje as coisas que se tornarão algo daqui a 10 anos. Estamos mudando isso um pouco, mas ainda acho que estou falando especificamente sobre a empresa em que trabalho. Podemos fazer algo melhor que isso.”
  • Sir – “Eu acho que agilidade, é a questão-chave. Se perguntarmos a um CMO, CTO, CIO, CSO, um CEO ou CFO, o que os mantém acordados à noite ou quando acordam de manhã, qual é a resposta que receberemos? É a falta de velocidade e a agilidade dos negócios tradicionais, a herança analógica, que é a questão crítica.”
  • Jane – “A chave absoluta é que você precisa trazer diversidade, eu acho, um brainstorm entre todos que pensam em grupo é uma perda de tempo. Então, o mais importante é que você obtenha habilidades diferentes, perspectivas diferentes, muitas perspectivas externas na sua sala.”

“Encontre as melhores pessoas que trabalham efetivamente com eficiência, de forma rápida, ágil e melhor.” Sir Martin

3# Purpose and innovation: Rethinking how we do business

É hora de repensar como fazemos os negócios, com o Brian Whipple CEO, Accenture Interactive.

” Temos tecnologia e dinheiro para fazer as mudanças que o mundo precisa, no mundo podemos fazer tudo.”

  • 2 bilhões de pessoas não têm acesso a saneamento básico;
  • 2050 a estimativa é ter 3 bilhões de pessoas como moradores de rua.

Não estamos mais buscando apenas a visão dos acionistas, de quem compra, de quem investe no negócio. Precisamos repensar o propósito de fazer negócios.

“Os dados nos mostram que a inovação é boa para os negócios, mas ela também pode ser boa para o mundo, o mundo em que todos nós estamos.”

Brian levantou diversas reflexões pro público da palestra, sobre o que estamos fazendo, onde estamos investindo os nossos esforços para mudar o mundo. O que tem sido muito frequente no Web Summit, também em 2018 vimos diversas falas sobre as marcas atuarem de forma mais ativa no mundo e na sociedade.

4# The mobile marketing trends you need to know about in 2020

É hora de falar sobre o futuro do mobile marketing, com a Mada Seghete – Co-founder, Branch. A gente adora ficar de olho nas tendências, né?

Um dos pontos importantes levantados pela Mada, é sobre colocarmos esforços em duas frentes: descobertas e conversão. O alcance e acesso mobile nos possibilitou um aumento nas descobertas do público, mas ainda não conseguimos converter.

É importante você conhecer o seu público, entender sobre o comportamento das pessoas mas principalmente conseguir identificar qual é a experiência que você consegue gerar a partir desses dados? Como você pode criar algo ainda mais legal para essas pessoas?

Sabemos que o público permanece grande parte do seu tempo conectados pelo celular, então não tente quebrar esse momento. Aproveite para fazer parte disso e tornar o uso do smatphone ainda mais interessante.

5# Predicting the future of brand design

Permanecemos no palco PandaConf, mas agora para assistir um painel com:

  • Dan Gardner – Founder & CEO, Code and Theory;
  • Amy Buckner Chowdhry – Founder & CEO, AnswerLab;
  • Tim Kobe – Founder, Eight Inc;
  • Marty Swant – Reporter, Forbes.

Quando se fala sobre design, futuro e experiência, é preciso entender que o design faz parte da experiência das pessoas com as marcas. O design pode ter um papel extremamente inclusivo, quando se trata da participação das pessoas nos projetos e nas interações com as empresas.

“O design não é a aparência de alguma coisa. É o que ela faz.”

Um dos pontos importantes, é você entender o que as pessoas querem e esperam de você. A parte de pesquisa passa a ser essencial para que as marcas entreguem um aplicativo, por exemplo, que tenha funcionalidades que as pessoas buscam, que seja atrativo, que responda a essa demanda.

A diferença é que estamos vivendo um momento mais maduro no digital, onde ele é prioridade e o nosso primeiro ponto de contato.

“Quando você pensa em uma marca moderna ou no futuro do design da marca, trata-se de entender esses pontos de contato e garantir que a marca seja significativa, toda vez que alguém interagir, será interessante”

Hoje nós temos a possibilidade de resgatar diversos dados, temos acesso à tantas coisas e muitas vezes não temos a menor ideia de como utilizar isso de forma estratégica ou de forma que contribua com a experiência do público.

6# Beyond diversity: Making tech truly inclusive

Agora é hora de falar sobre como ampliar o que entendemos que é diversidade e o que de fato ela significa. O papo é entre:

  • Andrew O’ Dell – CEO & Co-founder, Pereira & O’Dell;
  • Belinda Smith – Global Head of Marketing Intelligence, Electronic Arts
  • Leah Hunter – Writer / Author, Fast Company, Forbes, O’Reilly

O papo foi bem reflexivo sobre como entender o papel das empresas e dos setores de contratação quando se trata de diversidade. Qual é o cenário ideal? Ter cotas, ter metas de contratação, ter espaço, ter oportunidades.

Nesse ponto, Belinda levantou uma ótima questão, sobre a diversidade estar muito focada na contratação. As empresas estão contratando, mas onde esses funcionários estão alocados? Eles fazem parte das decisões da empresa, eles possuem voz ativa? Ou são estagiários que representam mais números dentro da sua cota?

“Quanto mais pessoas diferentes tomarem as decisões, mais natural isso será.”

Andrew traz um estudo realizado pelo Boston Consulting Group, com cerca de 16.000 funcionários em 14 países. E, de todas as grandes empresas, com 1.000 pessoas ou mais, 96 a 98% têm iniciativas de diversidade. No entanto, 75% desses funcionários dizem que não estão sentindo uma mudança ou benefício.

“Não sinto que agora alguém realmente esteja tentando fazer progressos. Mas você sabe que eles estão divulgando seus relatórios dizendo, você sabe, estes são os nossos programas.”

Muitas pessoas ainda têm medo de dizer algo errado, de dizer algum termo ofensivo, mas a maneira de mudar isso é levantar a questão na prática. Apenas com a naturalização das coisas e do contato com essas pessoas, poderemos aprender e fazer com que isso seja parte da nossa rotina. O medo pode nos impedir de tomar atitudes reais.

Trata-se de uma mudança cultural e social, por isso é uma responsabilidade de todos nós.

7# In conversation with Margrethe Vestager

Chegamos no Centre Stage para a última palestra do dia (e do evento) – já pode sentir saudades? O papo foi entre: Margrethe Vestager – EU Commissioner for Competition, European Commission e Laurie Segall – Founder & CEO, Dot Dot Dot Media.

Margrethe, caso você não saiba, é Comissária Europeia para a Concorrência e foi responsável por dar andamento em multas contra gigantes, como Facebook e Google.

Começamos pensando sobre a função da tecnologia atualmente. A tecnologia deve servir os seres humanos, a sociedade, as comunidades. Por isso, precisamos entender o que está acontecendo, para criar de forma que nos sirva no futuro. Precisamos pensar em como tornar uma comunidade mais tecnológica, como tornar a sociedade mais diversa tecnologicamente?

“No fundo, isso é tudo o que podemos ter. Novas tecnologias, mas não temos novos valores, dignidade, integridade, humanidade, igualdade.”

A concorrência entre as grandes empresas ajuda a gerar uma competição para ver quais serão as próximas funcionalidades, os próximos passos, mas precisamos encarar a tecnologia e dizer: olha só, você deve servir ao mundo. O Facebook, por exemplo, com o possível lançamento da criptomoeda, é algo que preocupa as pessoas. Afinal, as leis precisam se adequar, as pessoas precisam tomar cuidados extremamente sérios, para evitar qualquer fraude ou roubo.

“Eu acho que discutimos em profundidade no mundo real. O que queremos aceitar e o que não vamos aceitar. Simplesmente não entendo por que não é a mesma coisa no mundo digital.”

Outra questão levantada durante a conversa, foi sobre a nossa segurança em relação ao que usamos hoje em dia. Precisamos ter mais possibilidades seguras de viver sem deixar rastros por aí. Como podemos estar mais protegidos?

“O que é inspirador não é apenas o que você diz, é também o que você faz. Ele (Mark) é um criador incrível de uma empresa incrível. E se ele próprio agisse por trás de suas palavras, veríamos mudanças rapidamente, e isso seria muito bem-vindo.”

A tecnologia não pode ser vista como algo cabível nas grandes empresas. Precisamos acreditar na viabilidade da tecnologia em pequenas empresas e startups, isso é a democratização da tecnologia e a busca pela confiança nela.

“Se houver uma relação do consumidor com o Facebook, em que apenas é disponibilizado determinadas mensagens filtradas, acabou a democracia.”

Não somos nós que pesquisamos no Google, é ele que está a cada dia mais interessado sobre nós.

“Recentemente, o Presidente Donald Trump acusou você de ser a pessoa que odeia os Estados Unidos mais do que qualquer pessoa que eu tenha conhecido. Então, só quero lhe dar uma oportunidade muito rápida. Qual seria sua resposta ao Presidente dos Estados Unidos?”

“Bom, então ele só pode conhecer pessoas que realmente amam os EUA.

Depois de tanto conteúdo, passamos para o encerramento do evento! Agora sim, está chegando ao fim (aaaaaah!). Foram dias incríveis, com muito aprendizado, muito cansaço, mas memoráveis! Foram mais de 160 países reunidos, mais de 70 mil pessoas, mais de 7 mil voluntários trabalhando no evento e muita coisa legal para absorver!

“Todos nós, temos que continuar a antecipar os temas centrais do futuro. Não temos medo do futuro, somos imparáveis, ninguém nos vai parar. Nos vemos no próximo ano!” Marcelo Rebelo de Sousa, Presidente de Portugal.

Vir mais uma vez ao Web Summit é uma oportunidade que nos deixa muito felizes e orgulhosos, de poder compartilhar tantas coisas legais com mais pessoas o/\o

Tudo isso só foi possível com a ajuda dos nossos patrocinadores Bradesco, TudoAzul e também aos nossos parceiros Pmweb, GlobalAD, KingHost, GetResponse e MLabs. Um muito obrigado, mesmo! Por nos apoiarem nessa cobertura 😉

Valeu Web Summit, quem sabe nos vemos em 2020? \o/

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