A VidCon 2019 começou com tudo! Na quarta-feira (10) começaram os credenciamentos. O evento (pra quem não sabe) é dividido em 3 partes: Community, Creator e Industry.

Ao comprar o ingresso, você já escolhe qual dos três você deseja, sendo que o Industry é o mais caro e que consequentemente te dá acesso a mais coisas.

Eu (Fahen) e Juliana estávamos respectivamente com os ingressos de Creator e Industry. Ou seja, vemos palestras diferentes e tentamos absorver o máximo de conteúdo possível (mesmo sendo bem difícil, pela dimensão do evento). Agora que você já tem uma ideia sobre como funciona a maior conferência do mundo sobre vídeos e conteúdo, vamos ao que interessa.

O que rolou no primeiro dia de VidCon?

#1 Shipwrecked Comedy

Quando falamos sobre vídeos, muito se fala sobre produção, roteiro e como funciona a parte criativa do negócio. Os irmãos Sean Persaud e Sinead Persaud são parceiros em um canal de humor e ambos escrevem os roteiros.

A ideia do canal, sempre foi criar algo em que o público se sentisse parte do projeto e não fossem apenas views. Essa reflexão foi muito levantada durante o dia, sobre como você vê a sua audiência.

De qualquer forma, a ideia da equipe dos Persaud funcionou e o canal cresceu. A audiência participa dos finais dos episódios, toma decisões sobre os próximos vídeos. Ou seja: a comunidade é ativa.

Os irmãos também participaram de um canal, junto com a Sarah Grace Hart e Marie Kate Wiles, que também fazem parte do canal. A equipe falou sobre como produzir vídeos de qualidade com pouco investimento.

Quando se trata de investimento e produção audiovisual: faça as escolhas certas.

Tem muitos detalhes que podem ser ajustados com a criatividade (cenário e locação, por exemplo), mas a edição e a captação/edição de som, não podem ser feitas de qualquer jeito. Esses são detalhes que não podem ser deixados de lado. Se for para escolher no que investir: invista em edição e som.

Você pode acessar o canal dessa galera aqui.

Falando em canal e comunidade, ouvimos muita coisa com o Mike Gaston.

2# CUT

O Mike é CEO e fundador da CUT, que se denomina como: o seu canal favorito. O papo foi muito inspirador e em sua maioria sobre: audiência. Mike trouxe dois pontos de vista muito importantes.

Existe o que você quer: a paz mundial, o amor, a união entre as pessoas, a cura do câncer.

E existe o que você precisa: views, compartilhamentos, acessos, interações e retenção, por exemplo.

“O que você quer fazer precisa ser o seu motor inicial. Quando você tem 0 inscritos, o que te move é o que você acredita. A partir do momento que você cresce, a tendência é você se esquecer do que te fez começar. E esse é o maior erro.” Mike Gaston

Muitas pessoas questionaram Mike sobre suas ativações de Marketing, para que a CUT conquistasse o sucesso que tem atualmente. As pessoas inclusive diziam que não queriam fazer marketing, queriam construir o sucesso do canal de forma orgânica.

E Mike traz um ponto importante.

“Marketing não é você mentir para as pessoas ou vender o seu canal. Marketing é a forma que você vai mostrar. O Storytelling sobre o seu trabalho.”

Em outros momentos, Mike foi questionado (sim, muitas perguntas nessa palestra), sobre a estratégia de monetização da CUT. E ele respondeu:

“Nós não temos uma estratégia de monetização. Temos estratégia de conteúdo.”

Mike mostrou como a CUT investe seus esforços e estudos no público, para que dessa forma ela esteja pronta para lançar o próximo viral. Com foco nas pessoas e no que elas ainda não têm acesso.

Você pode ver o canal da CUT aqui.

3# Copy(right)

Ah, sim! Quando se trata de direitos autorais e conteúdo na internet, a treta começa, né?

Acompanhamos um painel com: Jenna Close (Buck The Cubicle), Laura Price (Disney), Natalia Seth (Influencer), Andrea Brizuela (NCBUniversal Media), Anjan Choudhury (Tolles&Olson), Jason Allen (Rights Management) e Keith Kupferschmid (Copyrigh Alliance).

Todo esse pessoal conversou sobre os lados que envolvem o direito autoral de conteúdo digital. É importante reforçar que em muitos momentos foi dito “cada caso é um caso”. A posse de conteúdo digital é muito complexa.

“Nós não temos protegemos ideias. Nós protegemos a expressão de ideias.” Keith Kupferschmid

Essa frase deixou muito claro qual é o papel da Copyright sobre os conteúdos publicados. Não se pode alegar que uma ideia foi roubada se o seu formato não foi, por exemplo.

Existem ainda muitas questões a serem revistas junto com os canais, como Facebook e Instagram, para que juntos formem uma rede de apoio com maior segurança, mas tudo isso ainda é muito complexo de se colocar em prática.

Afinal, quando se alega o roubo de conteúdo, muitas vezes ouvimos frases do tipo:

  • “Mas foram só 30 segundos da música.”
  • “Mas já estava na internet.”
  • “Mas eu sou fã, foi uma homenagem.”

Por isso uma das coisas mais reforçadas durante o painel foi a importância da conscientização das pessoas em relação ao que elas compartilham. Sobre dar créditos da forma correta e se tiver alguma dúvida se está fazendo da maneira correta, pergunte ao criador do conteúdo.

Agora, vamos falar sobre money?

5# Facebook

Quando se trata de dinheiro e Facebook, todo mundo quer ficar de olho no que vem por aí, né? A Kate Orseth esteve no evento para uma breve fala sobre os anúncios no Facebook e depois ela ainda recebeu os creators: Wuz Good, Trey Kennedy e LadBaby para ouvir um pouco sobre a experiência de cada um com a rede.

Kate trouxe alguns números bem expressivos, mostrando como ao longo dos anos o investimento em anúncios no Facebook cresceu. Hoje as possibilidades de formato para ADS são inúmeras e ela reforçou diversas vezes: o criador de conteúdo precisa testar os formatos de acordo com que sua audiência consome.

Não é porque o Facebook lançou um novo formato de anúncios que você precisa explorar essa novidade. Conhecer sobre o seu público é a melhor forma de investir na plataforma.

O Facebook ainda está com diversas novidades previstas para 2020, como por exemplo a plataforma para Streaming com opção de monetização (atualmente já temos diversas opções disponíveis no mercado, com a ferramenta de monetização para gamers).

6# Comunidades e nichos

Em um painel com Jack Davis, Rachel Skidmore Matthew Levin e Sarah Penna, ouvimos sobre como usar conteúdo demográfico para atingir as pessoas certas, saber quem são, do que gostam, como vivem, o que fazem e todas as informações importantes relacionadas ao comportamento.

Os 4 CEO´s falaram de como abordam audiência dentro de um nicho especifico, mirando em suas grandes paixões, conversando com eles sobre o que mais gostam.

Como?

Eles criam grupos específicos para cada tipo de fã, como por exemplo, quem é fã de de comics, ou Stranger Things, qualquer tipo de segmento, mas conversando com o fã, de uma maneira que ele sinta a proximidade do personagem ou item que ele ama, junto a marca.

Eles também comentaram sobre os tipos de mídia especiais para superfãs. O conteúdo on line é baseado na experiência dos fãs, com a percepção de que sempre em todos os conteúdos, nos comentários os fãs sempre querem participar muito e é nesse momento que eles tiram as grandes informações que precisam.

Ainda sobre comunidades, ouvimos o papo que rolou entre o Prince EA e Sibyl Goldman, ouvimos muito sobre comunidade e collabs. Prince, por exemplo, falou sobre inspiração, sobre como criar um conteúdo para o público que inspire as pessoas.

Ele reforçou sobre como a música influencia positivamente em nossas vidas e ele tenta transmitir isso pras pessoas, usando todas as ferramentas possíveis. A música é um grande canal de conexão com o público.

A importância de sempre estar conectado com as pessoas, da forma correta, ou seja, pra isso você tem que estar presente, as pessoas percebem isso, e isso as aproxima de você.

“É assim que eu lido com o público que me segue, que ouve minhas músicas e conteúdos. Na grande maioria das vezes, as pessoas não sabem o que você faz, e se você quer que elas saibam, você tem que mostrar a elas.” Prince EA

Eu leio os comentários, eu escuto meu público, me atento ao que eles querem ver e não ao que somente eu quero que eles vejam, essa conexão é o que nos une.

7# Receita e YouTube

Ouvimos também a fala do Neal Mohan, ele é Chief Product Officer no YouTube e trouxe informações bem legais sobre o sistema de receita da plataforma.

Com o aumento de criadores de conteúdo dentro da rede o YouTube tem visto novas maneiras de monetizar os creators. Veja abaixo:

  • Members: usuário paga um valor para receber um conteúdo exclusivo;
  • Members levels: Diferente tipo de membros;
  • Superchat: usuário pode pagar para que um comentário apareça em destaque em uma live;
  • Youtube Learning: 80 % das pessoas entram no Youtube para aprender algo. O Learning é um incentivo para os criadores produzirem conteúdo focado em educação;
  • YouTube Giving: o objetivo é arrecadar fundos para causas sociais, muitos criadores de conteúdo estão lançando.

UFA! Muita coisa, né? O primeiro dia foi cheio de reflexões sobre comunidade, proximidade e verdade em cima dos conteúdos produzidos.

Não podemos deixar de agradecer a TudoAzul e o Bradesco, que são os nossos patrocinadores oficiais para essa super experiência!

E o melhor? Amanhã tem mais! Fica de olho aqui no blog e não esqueça de compartilhar as infos fresquinhas com a galera o/\o



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