Behavior

Para quem produz conteúdo para marcas, definir personas é quase que indispensável. Quanto mais a comunicação avança no passo da tecnologia, quanto mais a internet das coisas nos propicia momentos cada vez mais personalizados, ficamos mais perto de direcionar conteúdo para perfis específicos afim de atingir pessoas que estão pré-dispostas a consumir o que você está oferecendo.

Quando você já tem todas as suas personas definidas, é fácil que você se pegue pensando sobre qual a melhor forma de se comunicar com esses perfis. Uma das questões mais comuns é se decidir sobre falar como marca ou se assumir com um perfil mais humano.

A própria construção e definição de personas tem como intuito “humanizar” uma série de características comuns para um grupo de pessoas. Assim sendo, é natural que qualquer um que esteja tentando comunicar uma marca fique em dúvida sobre qual é a melhor forma de se dirigir ao seu público.

Antes de mais nada, é importante falar que somos todos constituídos de emoções. Todos os nossos elos, nossas crenças, votos de confiança e decisões diárias são dirigidas majoritariamente pelo estado de uma série de emoções dentro do nosso cérebro.

Um bom paralelo é mencionar que na obra-prima do escritor inglês George Orwell, 1984, temos uma das figuras mais impactantes da literatura: O grande irmão. Ele, o Grande Irmão, nunca é visto no livro a não ser pelos cartazes que carregam seu rosto na rua como forma de propaganda política. É aceito como teoria mais coerente que o Grande Irmão é uma invenção do partido político da trama e tem um rosto humano porque somos muito mais propícios a nos conectar à um rosto do que a um logo, símbolo ou algo do tipo.

Então, eu deveria me comunicar da forma mais humana possível?

A verdade é que seguir padrões traz um nível de inflexibilidade que talvez não te ajude agora. Marcas podem se parecer umas com as outras, mas sempre possuem características únicas. Por esse motivo, nem sempre o que funcionou para alguma marca parecida com a sua necessariamente funcionará para você.

O passo importante é analisar qual o perfil da marca que você está comunicando. Com base no seu perfil, é condizente se comunicar de forma mais informal, direta e íntima com seus targets? Existe uma linguagem já estabelecida para fazer isso? Sua marca fala tu ou você? Com algumas perguntas simples como essas, aos poucos, você chega na resposta por qual caminho optar.

Existem momentos e assuntos que necessitam de abordagens diferentes. A coerência do seu discurso deve sempre ser um match preciso com o momento e situação da conversa que você está tendo com seu cliente. Porém, não acredito que exista alguma marca que não possa se comunicar de forma mais humana. A desveiculação de uma linguagem muito institucional pode fazer te trazer benefícios que talvez nunca pudessem ser alcançados num approach frio e evidentemente comercial como é feito de praxe por muitas marcas.

Afinal, pessoas querem se relacionar e relações são feitas de emoções.


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