O segundo dia de Web Summit não foi diferente do que imaginávamos: muito conteúdo e muito aprendizado. Como combinamos, trouxemos tudo pra você poder acompanhar de perto com a gente.

Ouvir pessoas que atuam em grandes empresas ou possuem uma grande trajetória é de fato, transformador. Nos faz ver as coisas em um aspecto muito maior, vemos como cada um de nós possui uma grande responsabilidade nos avanços da sociedade e do mundo.

O dia teve diversas conferências simultâneas, optamos por acompanhar a PandaConf, que possuía entre os temas principais: marketing e comunicação.

Começamos bem, falando sobre o futuro dos viajantes. Se você é uma pessoa que curte viajar, fique de olho nesse tópico. Tivemos a chance de ouvir Stephen Kaufer – TripAdvisor e Axel Bugge – Reuters, com o tema:

TripAdvisor: Qual é o futuro do planejamento de viagem?

Eles trouxeram para reflexão do público, as mudanças nos hábitos de viagens. Como qualquer outro hábito, estamos transformando a forma de viver e de curtir as nossas experiências, com as viagens, não será diferente.

Quando vamos para outro local, queremos o quê? Conhecer lugares, paisagens, compartilhar essa experiência com as pessoas e é nisso o que a tecnologia poderá ajudar. É uma questão de ajudar o viajante, através das recomendações, com o uso de big data e outras inovações.

A questão é: não podemos comparar esse trabalho com o que o Arbnb faz, por exemplo, porque aqui o que eles querem é ajudar os viajantes de todos os lugares a fazerem qualquer atividade. É uma forma de contribuir com a experiência do usuário que está em busca de aventuras. Demais, né?

Depois desse papo sobre o futuro dos viajantes, vamos falar um pouco sobre mídia?

Para falar sobre mídia, o evento levou Christina Miller – Cartoon Network, a

Molly Battin – Turner e Shalini Sharma – Global Video. O papo foi bem inspirador e segue um fluxo que já estamos percebendo no mercado, sobre o comportamento da mídia.

A mídia deixou de ser tradicional e passa por mudanças constantes. Cada vez temos acesso a mais dados, mais informações e tudo isso muda a maneira que investimos em informação. O que aprendemos aqui é que mídia se trata de experiência. Mesmo que o custo seja alto, precisamos investir na experiência que as pessoas terão com a marca.

Como você pode criar uma experiência personalizada? Com o uso de dados!

Não, não basta ter acesso aos dados e sim ter a inteligência, para tirar desses dados a oportunidade de criarmos insights e experiências valiosas. O importante aqui é entendermos que não passa mais de mídia. Tudo está ligado ao storytelling e na conexão que as marcas criam (e nutrem) com o público.

Para a mídia dar resultados, precisamos de quê, além de investimento e público? Marca! E é sobre isso que vamos falar agora.

Qual é o valor da marca moderna?

Com Nigel Morris – Dentsu Aegis. Para falar sobre marcas, precisamos fazer algumas perguntas. Cabe a cada um refletir sobre as suas respostas:

  • Como adaptar a sua marca atual, para se tornar uma marca relevante?
  • Para onde estou indo e onde eu quero chegar?
  • Qual é o valor atual da sua marca?

Levando tudo isso em consideração, precisamos manter a mente aberta para o futuro e também prever que as coisas estão mudando com uma velocidade que talvez (algumas) marcas não estejam preparadas. Antes de mais nada você precisa conhecer o seu público, o comportamento dessas pessoas que usam ou compram o seu produto. O seu público, certamente sabe o valor da sua marca, o que muitas vezes é difícil de quem está a frente, ver. Mas lembre-se, não se apoie nos dados e sim na inteligência que você pode colocar em cima deles.

A promessa e a entrega: a reputação da marca dirige a performance do negócio.

Qual é o assunto, quando se trata de tecnologia e comunicação que não poderia faltar? Isso mesmo, Fake News.

O tema esteve presente no segundo dia de evento, com John Saunders – Fleishmann Hillard e Steve Clemons – The Atlantic

O tema que tomou conta do Brasil em 2018 (principalmente por conta do período eleitoral), já existe há muitos anos. Engana-se quem pensa que Fake News é coisa do momento. O que acontece aqui é que a tecnologia nos deu a chance e otimizou a forma de compartilhar e até mesmo criar as notícias falsas. Hoje, com poucas ferramentas e pouca dificuldade, você pode criar e compartilhar uma notícia falsa.

Notícias falsas nada mais são do que conteúdo e conteúdo é poder, contribui para tomada de decisão e por isso é tão complicado lidar com as Fake News.

Falando em conteúdo, a dupla David Pemsel – The Guardian Media Group e Hadas Gold – CNN trouxeram o tema:

Monetizando o conteúdo

Quando você acessa o site de um jornal, por exemplo, e não consegue consumir aquele conteúdo, pois ele precisa ser pago para ter o acesso. Como você lida com isso? É uma mudança na forma que estamos produzindo e oferecendo esse conteúdo, que antes ia diretamente para as bancas e, hoje, possui diversas formas de distribuição além da tradicional.

A questão é que podemos ver como o conteúdo está disponível de uma forma mais ágil e como ele dá voz a mais pessoas. É uma mudança de mindset, mas que está acontecendo e precisamos driblar os obstáculos.

Agora, voltando ao papo sobre marcas:

Vendendo a sua marca

O trio Michelle Peluso – IBM, Alicia Tillman – SAP, Lara O’Reilly – The Wall Street Journal trouxeram o tema para o público, mas a questão trazida foi como podemos trabalhar a marca internamente? Afinal, passamos dias e dias, vendendo os valores da nossa marca para as pessoas que são clientes ou possíveis clientes.

E os funcionários? Essas pessoas também “compram” este valor que você joga para as ruas? É um desafio, mas é importante perceber que todos dentro da empresa precisam ter a mesma visão sobre ela. Todas as pessoas, do CEO ao estagiário, todos precisam entender e concordar com isso.

E como você pode fazer essa estruturação dentro do seu negócio? Através da conversa. Pessoas / funcionários que fazem parte da conversa se sentem parte do negócio. Abrir o jogo e aproximá-los do seu modelo de negócio, pode facilitar o processo.

Quanto mais autêntica a sua marca, mais fácil será de passar a mensagem do seu negócio para as pessoas.

Vamos falar sobre como adquirir, crescer e reter clientes?

Para esse papo, vieram Sameer Dholakia – SendGrid, Martin Henk – Pipedrive, David Steinberg – Zeta Global e Cynthia Johnson – Escritor , Bell + Ivy, colunista da revista Entrepreneur.

Qual é a sua maior dificuldade hoje em dia, para conseguir clientes? Eu sei. É transformar pessoas interessadas no seu produto/serviço, em clientes. E essa é uma tarefa extremamente difícil, mas nós captamos algumas dicas no Web Summit que podem ser bem valiosas para você:

  • Construa e ofereça soluções para as pessoas. Pessoas investem em solução para seus problemas. Trabalhe para identificar as dores do seu público e encare isso como uma maneira de ajudá-los.
  • As mídias sociais trouxeram uma boa diminuição no contato via e-mail. Deixe o seu canal de mensagens sempre disponível. O trabalho do atendimento é essencial.
  • Você se relaciona com o seu cliente? Saiba que quanto mais valioso for o seu cliente, mais você terá que se relacionar com ele. É uma questão simples, mas que muitas vezes passa pelas marcas. Nutrir o relacionamento com o público é essencial.
  • Saia e venda! Se você não o fizer, quem fará?

Depois dessas dicas, vale você parar um pouco e pensar o que faz uma pessoa investir na sua marca e o que faz com que ela não invista. Agora, vamos falar de comportamento?

O tema também está em alta e sempre faz com que a gente quebre a cabeça para entender e seguir esse fluxo de mudanças. Vamos falar sobre:

A economia comportamental e neurociência cognitiva como ferramentas para uma marca eficaz

Parece muito difícil e complicado, de fato é um tema complexo, que podemos desenvolver bastante, mas Nir Wegrzyn – BrandOpus, nos apresentou pontos importantes.

Qual é o motivo pelo qual você compra os produtos que usa? Existe algo mais significativo por trás disso, que é o seguinte: o que irá significar para as outras pessoas o meu comportamento em usar este determinado produto?  Ou seja, quando você compra um produto da Apple ou um café no Starbucks, o que te faz tomar essa decisão?

Muitas vezes é o que as pessoas irão pensar dessa sua atitude. Isso pode ser visto também, como um valor que a marca oferece, como se fosse assim: Olha, só pessoas legais e super conectadas usam esse dispositivo. Você vai ficar de fora mesmo?

Isso existe e muitas vezes não percebemos, mas é importante para você saber como poderia causar essa sensação nas pessoas. Como você pode fazer com que o seu público sinta a necessidade de usar o seu serviço (não por necessidade real, mas por motivos de status).

Se você ainda não viu a nossa cobertura do primeiro dia do Web Summit, clique aqui!

Blockchain X Confiança

Ao falar de tecnologia e inovação, as finanças não podem ficar de fora e para falar sobre blockchain, vieram Carolina Abenante – NYIAX e Andy O’Donoghue – Jornalista , TodayFM.

A questão principal durante esse papo foi a confiança dos usuários. Afinal, o que são blockchains? Segundo a definição do G1:

“É uma espécie de grande “livro contábil” que registra vários tipos de transações e possui seus registros espalhados por vários computadores. No caso das moedas criptografadas, como o bitcoin, esse livro registra o envio e recebimento de valores.”

Sendo assim, ao lidar com moedas digitais, como podemos garantir a confiança do cliente? É uma mudança e tanto, quando lidamos com dinheiro, fica difícil garantir que todas as pessoas vão comprar a ideia. Sobre o tema, fica de lição a necessidade de informar e explicar ao público como funciona o processo. Aos poucos, com informação e acesso, ficará mais simples de testar e entender esse movimento financeiro.

Quem aí tem MEDO de publicidade?

O Marcelo Pascoa – Burger King, trouxe pra galera um overview sobre o marketing do Burger King e nós conseguimos tirar várias dicas e ideias dessa grande marca e seus cases de sucesso. Se liga:

  • Grandes ideias te fazem sentir medo. Sim, é normal sentir medo, mas faça!
  • Faça piada dos seus produtos. Use os seus problemas a favor das suas campanhas.
  • Enfrente seus stakeholders.
  • Quebre as regras. Não tenha medo, mas garanta que ninguém vá morrer.
  • Tenha seus advogados ao seu lado.
  • Tenha paciência. Um passo de cada vez.

“Se você não precisa tomar remédio para dormir, antes de uma campanha ir ao ar, é porque ela é ruim.”

“Who run the world? Girls”

Para falar sobre a revolução feminina dentro do WWE, o papo foi entre Stephanie McMahon – WWE e Kurt Wagner – Recode.

Stephanie explicou como este movimento não é apenas sobre o esporte ou mídia e sim sobre a sociedade. As mulheres começaram a receber as mesmas oportunidades, o mesmo treinamento e as mesmas chances dentro do show. Uma mudança na empresa, na maneira de verem as representações nos shows, começou uma onda de esperança, para mulheres que não se sentiam parte ou capazes de fazer qualquer coisa, anteriormente. Trata-se de um exemplo de uma marca, colocar em prática a mudança que desejam ver no mundo.

Ficamos com o exemplo de uma empresa que colocou em prática seus propósitos. Agora, para finalizar, vamos ver o que Young Sohn – Samsung Electronics tem pra nós? Ele veio falar sobre as inúmeras possibilidades que podemos criar com Inteligência Artificial.

Ele trouxe uma introdução super bacana, sobre a velocidade que pensamos e fazemos as coisas atualmente, por exemplo, na internet em apenas 60 segundos. Já pensou? 

O que nos mostra como a vida é digital, mas podemos fazer muito mais, com a expansão de dados e inovações. Seja pela saúde, educação e todas as evoluções que podemos ter no mundo, com a ajuda da tecnologia. É um processo que exige paciência, mas tudo poderá ser diferente em alguns anos, como o trânsito. Já pensou como o trânsito poderia ser monitorado e controlado com a ajuda da tecnologia?

A ideia aqui é mostrar como a Samsung está investindo na Inteligência Artificial para que ela seja utilizada o quanto antes, por muitas e muitas pessoas. Não é algo distante e sim, vale ficarmos de olho, pois as grandes empresas estão investindo pra valer em novas tecnologias para transformar a nossa realidade.

E aí, prontos para o #Day3 do Web Summit 2018?

Ah, se você não sabe como viemos parar aqui, dá uma olhada nos nossos apoiadores e aproveita pra ficar por dentro dos canais deles também: Bradesco  e Grupo Cinco TI o/

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