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Trabalhar com redes sociais e internet em geral significa ser cuidadoso com todos os aspectos, na redação, nos temas, abordagem, planejamento, tudo deve ser extremamente cuidadoso!

Há tempos a página da Agência Brasileira de Inteligência – ABIN posta conteúdos em sua fanpage sobre o trabalho de prevenção e enfrentamento ao terrorismo. Até aí estava tudo bem, mas no dia 8 de julho, fomos abrilhantados com uma postagem um tanto quanto problemática (em todos os sentidos).

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Você sabe o que é Agência Brasileira de Inteligência – ABIN?

ABIN - capa

No site eles se definem da seguinte maneira:

A Agência Brasileira de Inteligência (ABIN) é um órgão da Presidência da República, vinculado ao Gabinete de Segurança Institucional, responsável por fornecer ao presidente da República e a seus ministros informações e análises estratégicas, oportunas e confiáveis, necessárias ao processo de decisão.”

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Vamos visualizar e analisar a imagem postada, antes de falar os problemas envolvidos e tudo o que podemos aprender com este caso.

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Nós podemos imaginar que o trabalho da ABIN, em ano de Olimpíadas está extremamente complicado e delicado, principalmente após o Brasil ter recebido ameaças do Estado Islâmico. Não estou aqui para tirar qualquer mérito deles, mas não podemos negar que a comunicação foi falha! Este post não auxiliou em nada o trabalho de prevenção ao terrorismo e ainda trouxe uma grande dor de cabeça. Até o dia 14/07, às 22:30, o post havia alcançado um total de 5,2 mil compartilhamentos, atentem-se em alguns comentários:

 

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No dia 11 de julho, a organização publicou um esclarecimento devido ao grande número de críticas sobre o post. Nas explicações, eles diziam:

O trabalho de prevenção é dificultado por não haver descrição, perfil ou comportamento que possa, de forma simples, direta e inequívoca, identificar um terrorista. No entanto, a combinação de pequenos indícios pode ser evidência de comportamento associado à intenção de prática terrorista.”

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Em todos os momentos, houve quem defendesse, houve quem criticasse e houve quem fizesse piada do caso.

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O que podemos aprender com tudo isto? Este exemplo é apenas mais um na multidão de fails que as redes sociais nos apresentam e é nosso dever aprender o que não devemos fazer, o que não devemos dizer, quem não devemos atingir para que uma crise não apareça para nos atrapalhar. Certamente a ABIN precisou gastar energia e tempo que não estava programado. Por isto o planejamento é o nosso braço direito na vida (real e digital)!

Pense e repense antes de postar qualquer coisa! O que te fez criar o post em questão? O que te levou a escrever aquilo? Por que o seu conteúdo é importante? Neste caso, um conteúdo sobre terrorismo é muito importante para milhares de pessoas (para não dizer todo mundo), mas a partir do momento que eu percebo que aos olhos de uma organização, criada para me proteger, sou vista como uma suspeita por utilizar mochila e moletom, este conteúdo se transforma em algo ofensivo e agressor a minha imagem.

Cada vez mais a comunicação e seus profissionais devem estar preocupados com detalhes como estes, que podem atingir/ofender/agredir/whatever alguma pessoa no universo. O nosso objetivo é atingir? É, mas sempre de maneira positiva!

Até então, eu nunca tinha entrado na fanpage da ABIN e agora passei a acompanhá-los para ver de que maneira o setor de comunicação da organização irá lidar com este erro e como a campanha antiterrorismo se dará daqui para frente.
O bom da vida é que a gente pode aprender com o erro dos outros!


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