É difícil mensurar exatamente em números, estatísticas ou qualquer outra forma quantitativa, como as redes sociais mudaram os mais diversos mercados que você pode imaginar. Mas é possível ter uma ideia próxima.

Para a moda, as revistas e a TV talvez foram as primeiras formas de fazer com que coleções chegassem aos olhos dos consumidores. A partir disso, segundo uma pesquisa feita UFU/FAGEN, a maior parte do marketing das marcas era feito de boca em boca, por potenciais clientes.

É interessante notar que em uma época de explosão do marketing digital, mesmo com ferramentas como Instagram, Piterest, Facebook, Twitter e até o Snapchat, esse boca a boca ainda é muito presente. Com campanhas cada vez mais envolventes e que podem ser facilmente compartilhadas, as marcas não estão atrás apenas de aumentar o alcanço das campanhas, mas como também de fazer o consumidor virar um parceiro de divulgação.

Dentre as mais diversas redes com número relevante de usuários, o Instragam talvez seja uma das que mais se destaca no cenário da moda. Criado para ser uma plataforma onde as pessoas postassem fotos no momento que eram tiradas, a rede aos poucos foi se tornando a preferida da moda por sua simplicidade, segundo usuários (também da pesquisa da UFU/FAGEN).

As redes sociais impactaram tanto esse cenário que hoje já cumprem papel essencial nas semanas de moda. Há quem diga que hoje, as semanas de moda são pensadas para redes sociais, apesar de não terem sido criadas para isso. Antes, com esses eventos fechados à um publico seleto, as tendências chegavam ao publico geral por meio de reviews, análises e matérias em revistas, jornais por um viés totalmente influenciado por quem avaliava e escrevia.

Hoje, marcas podem levar influenciadores digitais à esses eventos e com isso, fazer com que as semanas de moda se tornem algo bem mais próximo de um publico que talvez nunca tivesse acesso ao vivo à esse tipo de conteúdo.

Os camarins puderam ser conhecidos, a passarelas eram transmitidas ao vivo via Periscope e o evento como um todo gahou a possibilidade de ser pensados de forma transmidiática e por storytelling ao tratar de assuntos que talvez não pudessem ser tão bem abordados dentro do evento.

Além de todas essas vantagens, as marcas também ficaram mais expostas. A Zara, por exemplo, ao ser acusada de trabalho escravo, foi fortemente atingida e criticada no meio digital. E não é muito fácil de se defender, afinal, você é uma marca, uma instituição. Marcas até tentaram desconstruir isso por meio de perfis cada vez mais antropomorfizados com o intuito de se conectarem de maneira mais humana aos usuários.

Falando de vantagens, novamente através a pesquisa da UFU/FAGEN, podemos listar vantagens e desvantagens desse contato da moda com redes sociais.

Vantagens: Atualização contínua, praticidade, possibilidade de escolher conteúdo, conexão e interatividade.

Desvantagens: Estímulo ao consumismo, artificialidade na comunicação e excesso de críticas dos usuários.

Formadores de opinião mais mencionados: Thássia Naves, Lala Rudge, Camila Coutinho, Chiara Ferragni, Giovanna Ewbank e Julia Faria.

Rede social mais mencionada: Instagram.

Palavras mais mencionadas em pesquisa com entrevistadas: Moda, Instagram, rede social, estilo, comprar, rápido, prático, blogueira e Thássia.

Você pode conferir a pesquisa da UFU/FAGEN clicando aqui.

É inevitável que a relação moda e redes sociais cresçam cada vez mais. Esse é um casamento que não se formou apenas por necessidade do mercado da moda, mas como também pela democratização de diversos conteúdos que antes eram vistos apenas por quem pensavam serem os únicos a merecer ve-los.

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