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Trabalhar com criatividade deve ser uma das coisas mais divertidas e fáceis – eu pensava.

Trabalhar com criatividade deve ser estar no banho e ter uma ideia milionária – eu pensava.

Até que um dia eu cheguei no mercado de trabalho e me deparei com diversos criativos que passam o dia todo, horas extras e finais de semana a finco de ter insights que gerem algum resultado. Como isto acontece? A partir do mesmo ponto que muita coisa começa dentro de uma agência: através de um planejamento, através de dados.

Sim, os criativos lidam com planejamento e se isto não acontece diretamente eles estarão sempre ligados com esta etapa ou com quem é responsável por ela. O planejamento nos traz diversas informações e dados, o pulo do gato é saber o que fazer com tanta coisa. O que fazer com estes números? Pois então, vamos por partes.

O Share, maravilhoso como sempre, proporcionou para a galera de Porto Alegre uma palestra com a Agatha Kim, diretora de Planejamento da Havas Brasil, e ela falou sobre como podemos utilizar estes dados de planejamento para obtermos insights. Eu trouxe para vocês, que perderam a oportunidade de assistir a palestra, então vamos lá:

Agatha apresenta 4 passos que podemos seguir, neste sentido:

  • 1 Fazer perguntas
  • 2 Mergulhar nos dados
  • 3 Afunilar em hipóteses
  • 4 Buscar Insights

Dito isto, vamos ao primeiro passo: os questionamentos!

Não se preocupe em saber onde se quer chegar, mas sim os porquês da questão. Onde estamos? Por que estamos neste lugar? Onde poderíamos estar? O que podemos fazer para chegar lá?

É importante que se tenha todos os questionamentos definidos antes de se tentar prosseguir. Pergunte-se!

Segundo passo, se jogue nos dados e descubra!

Pesquisas tradicionais, pesquisas de satisfação, experiências, dados de busca, vendas. Corra atrás de dados, existem diversos tipos de pesquisa e você deve avaliar quais deles utilizar. Monitore os dados durante todo o processo, antes – durante e depois. Sim, é bastante coisa, portanto, tenha sempre as suas perguntas (passo anterior) em mãos, para saber quais dados serão realmente relevantes para o seu progresso.  

Terceiro passo, afunile!

Este passo exige um certo conhecimento e prática – que eu  julgo quase sensitiva -. A questão é, os dados chegarão para você como uma bula de remédio, com diversas informações, números e porcentagens e você terá que ter conhecimento e concentração de ideias para saber o que eles querem dizer. não, os dados não chegam traduzidos e sim, isto é bem triste.

Quarto e último passo, os insights (se você leu até aqui, esperando a fórmula para o sucesso, vá com calma.)

Você recebe um dado – até aí tudo bem.

Você tira uma informação óbvia disto – até aí tudo bem.

Você precisa ter o insight – agora não está nada bem.

O tempo corre, a pressão aumenta e o que fazer? Calma. Pense nestes dados, coloque-se no lugar das estatísticas, veja a realidade dela. São pessoas? São classes sociais? São raças? O que elas dizem através dos números?

A sua imaginação terá que ir longe, pense: se você fosse parte das estatísticas, qual mensagem estaria passando? Uma reclamação? Um desejo? Uma sugestão?

O que fazer a partir daí? A provocação! Nenhuma estratégia será válida sem a provocação ao público. Esta provocação irá te responder se você teve o insight na direção certa, ou não.

Não é fácil, nem sempre iremos acertar. Deu errado? Ótimo, você percebeu isto e poderá saber o que fazer para corrigir. Não dá pra ganhar todas (apesar de tentarmos). Deu certo? Maravilha!

Hoje eu entendo que ter insights não é uma tarefa fácil, não é no banho, não é sonhando. Pode até acontecer, mas a vida exige que a gente trabalhe e corra atrás deles o tempo inteiro. Planejamento meus amigos, esteja atento aos dados, eles sempre têm algo a nos dizer e nunca será em vão.

Boa sorte!
*Um agradecimento para a apresentação da Agatha, que colaborou com este post <3


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