No final do dia, é tudo sobre cultura

você já deve ter escutado uma famosa frase de Peter Drucker, considerado “pai da administração moderna”, que diz: “a cultura come a estratégia no café da manhã”

é com essa frase que darei o rumo do artigo de hoje: as empresas precisam se preocupar com a sua cultura, ou as estratégias não irão funcionar. faz aí um post it e cola no seu mural, mesa, parede, whatevercultura >>> estratégia.

Cultura é sobre pessoas

processos, metas, objetivos, planejamento estratégico, tudo isso não importa, se quem vai executar essas tarefas não entende (ou não conhece) a cultura da sua empresa. 

ou até não se importa, não respirando aquilo que se acredita.

exemplifico de uma outra forma, com a frase de simon sinek, que complementa esse pensamento. ela diz que “se você não entende de pessoas você não entende de negócios”.  

afinal, um cnpj nada mais é que um monte de cpf juntos, né? 

na gestão de empresas, a implementação de uma cultura é top in down, mesmo quando a gestão é horizontal, isso porque quem precisa ser o maior exemplo do que a cultura diz e representa, são seus líderes. veja bem: cultura não é missão, visão e valores ou um ppt bonito de o que acreditamos. cultura é o que a empresa é, e o que ela é não é sobre produtos ou similares, mas sim, sobre quem faz ela ser o que é.

é, de novo e novamente: sobre pessoas.

na paes, acreditamos que, felizmente, estamos mais perto de acertar do que errar. a gente consegue se preocupar com as pessoas da porta para fora. 

a gente as trata como pessoas. isso tudo porque entendemos que é importante se preocupar da porta para fora. porque não existe essa diferença: agora estou no meu modo profissional, vou desligar o outro botão da vida pessoal. mas para isso, nós precisamos entender nossos profissionais, como eles agem e se eles também estão dispostos a compreender a cultura da empresa.

A cultura determina o que é sucesso

gostaria de trazer mais um exemplo de como uma empresa é feita por cultura, e por cultura, sobre pessoas. 

no livro give and take, de Adam Grant, ele fala sobre os comportamentos dos profissionais.

ele é psicólogo comportamental e professor da Universidade de Wharton, e estudou o processo de tomada de decisão nas empresas e a questão da reciprocidade. assim, Grant descobriu que há três tipos de pessoas: 

  • os takers: em tradução livre, esses seriam os tomadores ou pegadores, são aquelas pessoas que querem levar vantagem em tudo;
  • os givers: são os doadores, aquelas pessoas para quem a gente sempre pede ajuda quando precisa. no futebol, por exemplo, essas pessoas são aquelas que dão o passe para o gol sem se preocupar que vai perder a glória do jogo. ele quer ganhar porque o time tem que ganhar.
  • os matchers: são aqueles que tentam equilibrar ou fazer um compromisso entre o que dão e recebem, elas tentam retribuir os favores na mesma medida em que receberam.

no fim do dia, se a sua empresa tiver 1 taker e 10 givers, ela potencialmente será minada pela toxicidade daquela única pessoa.

ele pode ser o profissional mais competente do mundo, mas se você não pode confiar nele, não adianta de nada.

tenha em mente uma coisa: a cultura determina o que é sucesso.

mesmo que ela não traga dados tangíveis, não seja monetizada, não traga retorno sobre investimento, cultura é sobre legado.

cultura é aquilo que falam da sua empresa sem você estar presente.

Fazer diferente, já é fazer melhor

para exemplificar, esses dias, recebi um feedback do c****lho, de forma involuntária. veja bem: uma pessoa do nosso time, falou para outra pessoa que eu conheço (e que ela obviamente não sabia que eu conhecia), que acha muito f*da trabalhar na paes, e encheu a gente de elogios. 

isso foi muito motivador, afinal, a gente erra, mas a gente erra tentando acertar. e feedbacks como estes nos mostram que o caminho escolhido é, sim, o mais assertivo. 

a gente tenta criar um ambiente diferente daqueles pelos quais passamos. aliás, essa é a vantagem de ter rodagem de mercado, é que tu já passou por lugares que são extremamente legais, e outros que são extremamente b**ta. então, fazer diferente, já é fazer melhor. 

precisamos pensar que a maior parte do nosso tempo de vida nós passamos no trabalho. Nós ficamos 7 ou 8 horas por dia trabalhando. isso é ⅓ do dia, outro terço a gente passa dormindo e outro a gente passa vivendo. 

por isso, precisamos nos esforçar para criar um lugar legal para as pessoas passarem a vida delas. ou no mínimo, que não seja ruim, que não as faça chegar na empresa com vontade de nem ter ido.

Invista em cultura sempre

ou seja, pra finalizar esse texto e reflexão, é: invista em cultura sempre.

todo dia.

faça uma analogia com o discurso do Jobs em Stanford, em 2005, e adapte pra realidade da sua empresa: se hoje você acordasse e soubesse que é o último dia que sua empresa estará aberta, você estaria satisfeito com o que fez e o que provocou na vida das pessoas? o legado que você deixou faria sentido na tua vida?

um dia você vai acertar, então não é possível que você deixe para amanhã começar a investir em cultura.

investir em cultura é investir em pessoas.

e investir em pessoas é trilhar um caminho de sucesso.

No final do dia, gptw não é sobre great place to work, mas sim sobre great people to work, e, pra dica final, dê uma olhada na sqed, lá é possível centralizar as informações sobre a cultura da sua empresa, e repassá-las para todos os colaboradores. 

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Patrick Paes
Publicitário, professor, mentor, palestrante e CEO da Paes.Digital, agência de inbound e performance digital. Acompanhe o Patrick: Instagram | Linkedin
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